Após um frustrante passeio pelos cenários urbanos modernos em “The Cartel”, a Ubisoft decidiu levar a franquia “Call of Juarez” de volta para seu lugar de origem: o velho oeste.
Essa é a proposta de “Gunslinger”, jogo de tiro que coloca o jogador no controle de Silas Greaves, um caçador de recompensas que perseguirá os maiis famosos fora-da-lei do Oeste norte-americano.
Em suas andanças, Silas vai encarar personalidades notáveis como Billy the Kid, Jesse James, Pat Garret e Butch Cassidy, entre outros sujeitos “rápidos no gatilho”.
Cada estágio do jogo é narrado por Silas para uma platéia em uma mesa de Saloon. A voz encorpada do narrador acompanha a jogatina, dando um inusitado ar dramático para o tiroteio.
A trama mistura elementos fictícios com as histórias reais dos criminosos perseguidos por Silas, mas “Gunslinger” não é nenhum “Assassin’s Creed”: embora colecionáveis ao longo do jogo ilustrem os fatos que marcaram o período atribulado da história americana, o foco aqui está nos tiroteios frenéticos e na ação contínua e não em desenvolver um enredo complexo.
Comparado aos “Call of Juarez” anteriores, “Gunslinger” aposta em um visual quase cartunesco, com cores fortes e menos realistas. O jogo dá mais ênfase na conquista de placares elevados, com bônus de XP para tiros certeiros, sequências de mortes, execuções com armas brancas ou vitórias obtidas pouco antes de morrer, quando a visão do jogador escurece e dificulta a precisão dos disparos.
Para ajudar o jogador, é possível ativar o ‘Concentration Mode’, poder que destaca os inimigos em vermelho na tela e deixa o jogo em câmera lenta – mais ou menos como em “Red Dead Redemption”, da Rockstar Games -  transformando uma batalha acirrada pela sobrevivência em uma legítima galeria de tiro.
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